Desenvolvimento Mediúnico - A Visão do Médium
- Casa de Caridade Gauisa

- 28 de jan. de 2021
- 3 min de leitura
Segundo o Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa, ÉTICA “é o ramo de conhecimento que estuda a conduta humana, estabelecendo os conceitos do bem e do mal, numa determinada sociedade em determinada época”.
Partindo desse pressuposto; podemos então concluir que à Ética é o conjunto de valores e princípios que usamos para decidir as três grandes questões da vida, que são:
Quero? Devo? Posso? Para o fácil entendimento, têm coisas que queremos, mas não devemos, coisas que devemos mas não podemos e tem coisas que podemos mas não queremos.
Exemplo: Quando é que temos paz de espírito?
Temos paz de espírito quando aquilo que queremos é o que podemos e o que podemos é o que devemos fazer.
Dentro de minha caminhada espiritual vejo que ser Médium não é uma condição especial para a criatura encarnada, no entanto, pode tornar-se pelo modo com que encare a tarefa que está sendo chamada a desempenhar, sem dúvida, uma das melhores oportunidades de crescimento espiritual que a Lei está lhe conferindo, ao longo de suas múltiplas experiências reencarnatórias.
Sob este prisma, vejo que à disciplina, equilíbrio emocional, constância, autoconhecimento, consciência e responsabilidade são itens fundamentais na formação de um médium. Pensar em desenvolver a mediunidade sem o pleno conhecimento e consequente adoção destes princípios é como esperar que uma árvore frutífera venha a dar bons frutos sem que, para isso, seja devidamente cuidada a partir do plantio de sua semente.
Aliada há este fato sinto que à segurança no exercício da mediunidade e a conduta ética do médium estão diretamente relacionadas à educação que lhe é fornecida.
A partir daí, começa a se processar no medianeiro a reforma íntima, outra condição fundamental para o desenvolvimento adequado e natural da mediunidade.
O iniciante ao medianeiro precisa entender que a educação do médium começa por sua conscientização sobre a faculdade de que é portador e como deve se autodisciplinar e se reformular espiritualmente para exercê-la.
Um dos princípios fundamentais para o conhecimento do médium é o de que a sua educação, ou seu desenvolvimento, é trabalho para toda a vida e portanto, cabe ao médium, respeitando sempre o seu livre arbítrio, entender a sua responsabilidade e se preparar da melhor maneira possível para a tarefa que aceitou como forma de resgatar faltas passadas ou de progredir na escala espiritual.
Eu, por exemplo, estou passando por este processo de "reforma íntima" e cada vez mas sinto à necessidade de conhecer a si mesmo e, dessa forma, orientar-me na autoeducação e reforma íntima com o propósito de facilitar a minha sintonia com espíritos benfeitores, entre os quais o meu Guia Espiritual, que auxiliarão no meu exercício da tarefa assumida.
Neste meu pouquíssimo tempo de Umbandista pude perceber principalmente nas "Reuniões De Desenvolvimento Teórico e Prático" que o médium que não se importa com este preparo certamente será alvo fácil de espíritos levianos, mistificadores e obsessores, dada a sua insegurança no trabalho ou a sua ignorância quanto à postura ética e moral que deve adotar.
Bem como da autoestima e do equilíbrio emocional, haja vista, que são ferramentas importantíssimas para a sua conduta no trabalho de caridade. Outro fato observado é que o principiante ao "medianeiro-médium" precisa entender que à DISCIPLINA tem de estar presente no seu compromisso com a instituição onde se educa e desenvolve, disciplina que é obrigatória no relacionamento que mantém com o plano espiritual, acatando com humildade as orientações que seus representantes emanam a favor unicamente do nosso benéfico aprimoramento.
Por fim, ética e disciplina são ferramentas que certamente pode fazer do médium uma ligação em sintonia energética entre os representantes dos dois planos, terreno e espiritual.
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