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Os Filhos dos Filhos de Umbanda. Pode criança no terreiro?

Sabemos que a Umbanda foi oficialmente fundada no dia 15 de novembro de 1908 pelo espírito do Caboclo Sete Encruzilhadas. Em poucas palavras, de forma simples, com muita humildade definiu o propósito da nova religião.


“Aqui se inicia uma nova religião, onde os espíritos de pretos-velhos africanos, que foram escravos e que desencarnaram, poderão trabalhar tranquilos e os índios nativos da nossa terra, poderão trabalhar em benefícios dos seus irmãos encarnados, qualquer que seja a cor, raça, religião ou posição social. A prática da caridade no sentido do amor fraterno, será a característica principal deste culto, que tem base no Evangelho de Jesus e como mestre supremo Cristo”. Assim como Maria acolhe em seus braços o filho, a tenda acolherá aos que a ela recorrerem nas horas de aflição, todas as entidades serão ouvidas, e nós aprenderemos com aqueles espíritos que têm mais a ensinar e ensinaremos àqueles que souberem menos. A nenhum viraremos as costas e nem diremos não, pois esta é a vontade do Pai”.


Diante deste texto, eu digo, a Umbanda é amor e toda criança tem o direito de estar onde o amor prevalece, onde o amor é o único caminho para o crescimento espiritual.


Numa análise mais ampla, me arrisco a dizer que não devemos escolher a religião de nossos filhos e, consequentemente, não devemos impor a nossa.


Entendo que, levar seu filho ao templo que você frequenta, seja de que religião for, é normal, o que não podemos é obriga-la a participar da gira, do culto, da missa e etc.


Eu acredito que a criança percebe o amor e respeito que os pais sentem pela religião escolhida. Por isso é preciso vivenciar, praticar a religião escolhida. Viver preservando suas diretrizes. Eu amo ser umbandista.


Algumas crianças se identificam com a rotina da Casa Espirita, do Terreiro e é natural que questionamentos sejam feitos, à medida que ela vai crescendo. Curiosidades, indagações, responda sempre com sinceridade e aos poucos, fale sobre o propósito fale sobre os fundamentos da Umbanda, das suas origens e de seus ritos. Quanto mais você fala, outras perguntas virão.


A escolha da religião a ser seguida por uma pessoa, é uma decisão que deve ser respeitada, quando ela tiver maturidade para isso. Enquanto isso, os filhos dos Filhos de Umbanda, podem e devem estar dentro da Casa Espirita, estando dentro ou fora do terreiro.


Na Casa de Caridade Gauisa, não há restrição para as crianças frequentem o terreiro.


Elas chegam, quase sempre, de mãos dadas com o pai ou a mãe e aprendem a salvar o Sagrado.


Aprendem a cumprimentar os mais velhos, a orar, a cantar os pontos, a serem defumados, a ficarem em silêncio e a colaborar sempre. São livres para participar da abertura e do encerramento da gira. São os primeiros a receber o passe e o abraço carinhoso das entidades de luz que chegam para os trabalhos de caridade e amor.


As crianças trazem alegria e purificam o ambiente com amor. Nenhuma delas é obrigada ficar no Terreiro, dentro da gira, ela pode ficar lá fora com os amiguinhos ou na biblioteca e algumas ficam, e isso não tem problema.


Algumas foram geradas ali, outras só frequentam porque os pais estão na assistência, outras porque os pais são do corpo mediúnico, não faz diferença o motivo, estão ali porque escolheram estar.


Quando crescem, e vem a adolescência, algumas diminuem a frequência, ou vão conhecer outras formas de caminhar. Contudo, aprendem, desde pequenos, o que é amor, respeito, paciência e humildade, porque é o que, normalmente, elas vivenciaram dentro de uma Casa Espírita.


Cabe a nós, umbandistas, promover nas nossas Casas Espíritas discursos honestos, comportamentos éticos, rituais verdadeiros, incentivando o conhecimento através de estudos, vivências, debates e seguir o Evangelho de Jesus como caminho para a evolução espiritual.


Na nossa Casa, criança pode estar no terreiro.


Axé!

 
 
 

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Casa de Caridade Gauisa 
Rua São Miguel, 733 - Tijuca - Rio de Janeiro - RJ

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