O Obsessor e o Amor
- Casa de Caridade Gauisa

- 23 de jan. de 2021
- 2 min de leitura
É comum sentir de vez em quando a energia mais baixa, mais "pesada".
Em alguns casos muito específicos, podemos estar sob a influência de espíritos obsessores, aqueles espíritos que se encontram ainda desorientados e em sofrimento.
Mas se engana quem pensa que não temos nenhuma responsabilidade com os obsessores que se aproximam de nós. Logo, pensamos: Por que comigo? O que eu fiz pra merecer isso? Então, toda vez que isso acontecer, o primeiro passo é refletir sobre nossas escolhas, posturas, intenções e verificar "qual porta" deixamos aberta para ele (o obsessor) entrar. Sim, atraímos sua companhia. E querer se livrar a todo custo da atuação dele com rejeição é querer atrai-lo ainda mais.
A Umbanda nos orienta a amar. Em qualquer circunstância. Aquele que ACOLHE seu obsessor com amor, LIBERTA-O! E libertando-o, estamos encaminhando e ajudando o nosso irmão em sua jornada e, em consequência, a nós mesmos. Assim ensina esta oração:
Pai de bondade. Estou me sentindo pesado. Sinto que, além das minhas deficiências, ainda estou atraindo a dor e a doença de outros corações. Então, Senhor, já que estou como enfermo carregando vários outros, venho te pedir por todos nós. Vois que sois o Médico divino no trato das nossas enfermidades, escuta nosso clamor. Quero esquecer a minha dor e a minha necessidade por um minuto que seja e acolher, com todo o amor que tenho, essas almas que, por alguma razão, justa e necessária, encontram-se juntas comigo. Banha-nos a todos na sua energia de paz. Eu penso nesse instante como se cada um de nós estivesse em vários leitos e de mãos dadas, suplicando Seu bendito amor e bondade. Senhor, tem piedade de nós! Se estamos juntos na condição de enfermos da alma, é porque somos mendigos do Teu amparo. Eu os acolho com afeto e suplico Teu colo para todos nós. Assim seja!
* Oração extraída do livro Fala, preto velho, de Wanderley Oliveira, pelo espírito Pai João de Angola.
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